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A “Zona de Sombra” da Juventude – Entenda e Alerte-se

Imagem - DouglasUm passo sem pensar, um outro dia, um outro lugar – pelos caminhos garrafas
e cigarros, sem amanhã por diversão é liberdade… Essas são algumas das passagens
que praticamente todo jovem está sujeito, seja na inicialização ou no decorrer da
juventude.
Hoje em dia estamos presenciando uma aguda consciência do novo, onde fatos
frequentes e outros aparentemente sem explicação, tendo a juventude como
protagonista vitimada, estão assolando a sociedade e destruindo famílias. São jovens
se alcoolizando em demasia, perdendo as vidas nas estradas por imprudência e
exibicionismo, se envolvendo em brigas por motivos fúteis e tirando a vida de outros,
inclusive de familiares, jovens cometendo suicídio, e o que dizer daqueles que teem o
hábito de maltratar as pessoas mais velhas, como se nunca fossem envelhecer…
Considerando a condição de subdesenvolvido a qual o Brasil é taxado (a
violência urbana e rural é muito grande, a má distribuição de renda que gera
desigualdade social é latente, entre outros aspectos do gênero), existe um fator pouco
abordado, mas que interfere diretamente nas estatísticas quando citamos os
detrimentos no processo de vida em relação aos jovens, que é exatamente:
O adolescente até os 14 anos de idade, está em uma forma mais direcionada de
cuidados e orientações junto à família, tendo seu aporte de vida gerenciado e
acompanhado de forma coletiva e próxima. Já a partir dos 15 anos, teoricamente, o
jovem inicia a fase prática da utopia comum da idade, onde passa a se sentir livre, é
mais destemido em relação às coisas (sempre acha que nada vai acontecer e que
“pode tudo”), as inicializações da vida adulta se dão ao mesmo tempo de forma rápida,
o convívio com os colegas da mesma idade geram influências e contribuem muitas
vezes com a formação de opinião, e é onde a palavra ‘experimentar’ se faz mais
frequente nas ações. Não é dizer que o jovem a partir dessa idade não tem ou não
precisa do acompanhamento e segurança da família, pelo contrário, apenas nessa fase
o adolescente busca sua independência; seja financeira ou mesmo no aspecto
comportamental.
Nesse período, até os 29 anos, é a fase em que o jovem está consolidando sua
formação psicológica, visão de mundo e das coisas como um todo, e é nessa época em
que sua mente está mais vulnerável as oscilações da realidade em que vive e,
potencializa os perigos nas situações de cotidiano quando surgem. A partir dos 30
anos, considera-se um alcance maior da chamada ‘maturidade’ de vida; entretanto,
isso varia de pessoa a pessoa que, mesmo com idade inferior a essa, atinge a
compreensão da existência na condição de ser humano, firmando um grau interessante de maturidade.

Aproveitar o poder e a beleza da juventude enquanto ainda os tem, sem
dúvidas é um grande prazer; mas, ter consciência das consequências dos atos é
fundamental para garantir o “novo futuro” de forma ideal; a liberdade que é dada
(pelas leis dos homens e pelos ensinamentos de Cristo) através do livre arbítrio, não
pode ser confundida ou entendida como o ‘fazer tudo que se quer ou se acha que é
certo’.
Assim, realizando um apanhado do tema, concluímos que a “zona de sombra da
juventude” nada mais é do que a era da vida em que os perigos e fatores influenciáveis
de risco, estão muito acentuados, e que, é necessário conhecimento e equilíbrio tanto
dos próprios jovens, para lidar com as circunstâncias e entender o tempo das coisas,
quanto das outras pessoas em oferecer dicas e direções de segmento, até que se
alcance a ‘maturidade psíquica’ de vida.
Agradeço ao amigo, Mestre e Doutor, Maurício Bittencourt, pela sugestão do
tema dessa coluna. Para você leitor (a), contextualizar melhor o conteúdo.

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