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AFINAL, O QUE QUEREM AS PESSOAS? O QUE VOCÊ QUER?

Imagem - DouglasGanhar na loteria, comprar uma casa,
um carro, emagrecer, realizar viagens
inesquecíveis, conseguir um bom casamento,
ter o chamado “padrão de vida” junto ao
emprego estável, um mundo melhor, poder ir
para uma ilha deserta e ficar nu. Enfim… São
vários os fatores comuns entre os desejos
primários das pessoas.
Vamos analisar na prática as
peculiaridades, nuances e contradições que
ocorrem nas entrelinhas do que “as pessoas
realmente querem”.
Primeiramente, precisamos parar e
refletir se esses desejos acima descritos são
realmente os fatores que quando alcançados,
irão determinar a felicidade pessoal e o futuro
cumprido. Às vezes, a dificuldade de enxergar
e valorizar o que já temos de sólido na vida é
o principal erro que cometemos com nós
mesmos, pois, nesse ato se cria uma ilusão e
deslumbramento que, quando evoluímos de
fase (seja a obtenção dos desejos ou a
mudança da condição que tinha), vem àquela
sensação: “era mais feliz antes de ter isso, ou,
era mais feliz com a vida que tinha”. Nesse
aspecto, vejo que sim, é importante correr
atrás, buscar o objetivo que se quer alcançar
na vida, mas, aí vai a minha dica: Não se
esqueça de que, enquanto você está
buscando os seus objetivos, há um
considerável período de tempo entre a busca
e a realização; e é nessa fase que se precisa
ter tal visão das coisas como abordado, para
manter o equilíbrio não deixando de viver
intensamente e ser feliz na sua realidade.
Sabemos que nós, seres humanos, nunca
estamos plenamente satisfeitos com as coisas e
temos um automatismo incorreto de estar
sempre indo atrás de subterfúgios que
justifiquem nossas reclamações e pontos de
vista negativos. Nisso, é importante que
tenhamos certos ‘tinos’ que geralmente não
percebemos e ocorrem as contradições em
situações como as exemplificadas a seguir –
(que enfatiza a pergunta ‘o que as pessoas
realmente querem’):

O indivíduo finalmente consegue adquirir seu
veículo próprio, certo tempo depois começa a
reclamar que está engordando por falta de
caminhar e que se sente isolado – por não ter
mais o contato direto com pessoas diferentes
como nas ruas, ônibus, etc. As pessoas que
buscam um emprego e, quando conseguem
reclamam do salário e que está trabalhando
demais. Alguns que fazem até promessa para
ter uma relação afetiva estável, e tempo após
quando conseguem reclamam, querem sair com
os amigos para festas e acham chato ficar em
casa assistindo filme. Como também aqueles
que, trabalham duro o ano todo para conseguir
viajar para o litoral nas férias, 10 dias na praia e,
quando lá está, no quarto dia já reclama que
não tem nada pra fazer e o tempo não passa. E
o que falar das pessoas que querem um mundo
melhor, mais diz odiar ou não se interessar por
Política (que é a ferramenta existente que
decide tudo que nos envolve e tem o poder para
fazer o bem, e ajudar). E são essas mesmas
pessoas que dedicam seu tempo e espaço para
assistir e repercutir novelas, futebol, fofocas e
realities shows na TV (…)
Eu só poderia terminar essa coluna com
uma pergunta: O que as pessoas realmente
querem? Vem aí a Copa do Mundo no Brasil, o
que vai querer de verdade a sociedade
brasileira: Se a seleção ganhar a Copa tudo vai
acabar em cerveja e festa? Ou se o Brasil perder
no campo de futebol é que vai acontecer a
profunda mudança no país, de não só a
população ir às ruas no período dos jogos, mais
manter o senso adotado continuamente
inclusive em 7 de Outubro desse ano? Gostaria
de compartilhar com você, leitor (a) o vídeo de 4
minutos no qual me inspirei para fazer esse
texto, e que, caso você concorde com meu
ponto de vista colocado aqui e com o vídeo, que
compartilhe essa coluna com as pessoas,
principalmente as que você quer bem, pois, não
adianta nada o conhecimento e a informação se
ficarem retidos em uma só pessoa, é preciso
passar adiante.

https://www.youtube.com/watch?v=0XIGvfOlvKY

DOUGLAS FREIRE

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