sexta-feira , 24 novembro 2017
11 de Maio de 2013

Clássico – Jogar mais influencia pouco

Clássico não tem favorito”. A frase que se tornou popular em todos os cantos do país é entoada e proliferada por jogadores e treinadores como forma de respeito antes das partidas contra equipes arquirrivais. Para o jogo de amanhã, entre Atlético e Cruzeiro, o discurso é o mesmo, apesar da existência de alguns que aspectos podem fazer a diferença.

O Galo chega ao confronto de ida da decisão do Campeonato Mineiro tendo feito seis partidas a mais que a Raposa. Até o momento, o alvinegro esteve presente em 21 duelos nesta temporada, enquanto os celestes atuaram em 15 partidas.

Por um lado, há quem diga que o Atlético chega mais entrosado e preparado por ter realizado mais jogos. Além disso, por estar na Libertadores, o Galo encarou adversários mais fortes que o Cruzeiro, que ainda não encarou um “peixe grande” na Copa do Brasil.

Em contraponto, os desgastes provocados pelas longas e frequentes viagens e pelas partidas com teor de decisão podem complicar um pouco a vida do Galo. É de se ressaltar que os atleticanos tiveram que viajar para Argentina e Bolívia, enquanto o local mais distante em que os azuis estiveram foi em Alagoas.

O próprio técnico Cuca admite que esses fatores podem até influenciar em uma partida, dependendo da circunstância, mas ele acredita que a rivalidade em si é capaz de extinguir qualquer tipo de cenário.

Prós e contras. “Tivemos um pouco mais de desgaste, e eles (Cruzeiro), mais tempo de recuperação. Mas, em contrapartida, o nível de exigência foi maior e pode nos ajudar. Se ganha por um lado, perde em outro. E, na hora em que a bola rolar, às 16h, isso tudo acaba”, disse o comandante alvinegro.

O técnico cruzeirense, Marcelo Oliveira, também vê o clássico como um campeonato à parte, em que tudo se resume ao que é vivenciado durante os 90 minutos de uma partida.

“Quando uma equipe está bem, os jogadores jogam com alegria e gostam até de jogar mais. Não vejo vantagem para um time ou outro. Acho que tudo vai se decidir no momento. Temos de estar muito concentrados, equilibrados emocionalmente, taticamente, e, acima de tudo, ter uma grande superação no jogo”, avaliou o treinador do Cruzeiro.

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