sábado , 19 agosto 2017
22 de abril de 2013

COM TIME MISTO, CRUZEIRO BATE O TUPI E RATIFICA MELHOR CAMPANHA DO MINEIRO

Sem cinco jogadores considerados titulares, Raposa faz 2 a 0 fora de casa, e enfrenta o Villa Nova nas semifinais. Time de Juiz de Fora está eliminado

Mesmo sem ter a responsabilidade de vencer, já que estava com a primeira posição garantida, o Cruzeiro, que não teve cinco jogadores titulares em campo, bateu o Tupi, fora de casa, no Municipal, em Juiz de Fora, por 2 a 0. A equipe mista da Raposa foi superior durante todo o tempo e mostrou os motivos pelos quais está invicta no Campeonato Mineiro. Até agora, em 11 jogos, são dez vitórias e apenas um empate, contra o Guarani-MG, em Nova Serrana. Diante do Tupi, Dagoberto, no primeiro tempo, e Borges, na segunda etapa, fizeram os gols da Raposa.

Com sete gols marcados, Borges divide a artilharia da competição com Junior Negão, do Tombense, que deixou a sua marca diante do América-MG. Borges e Dagoberto, a cada jogo, mostram mais entrosamento e caem nas graças do torcedor cruzeirense.

O artilheiro, no entanto, recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora da próxima partida do Cruzeiro, contra o Villa Nova, no primeiro duelo da semifinal. As datas, horários e locais das partidas ainda serão definidas pela Federação Mineira de Futebol. A Raposa, por ter melhor campanha, tem direito de jogar por dois empates ou por uma vitória e uma derrota pela mesma diferença de gols.

Venceu quem teve mais qualidade

Os donos da casa começaram empolgados. No embalo da torcida, o Tupi corria muito e tentava marcar no campo de ataque. Mas, na primeira finalização, o Cruzeiro chegou ao gol. Aos cinco minutos, Tinga deu belo passe para Mayke, que foi ao fundo pela direita e cruzou no segundo poste. Com tranquilidade, Dagoberto dominou, tirou do zagueiro e bateu firme, para abrir o placar.

O Tupi sentiu o gol. E o Cruzeiro quase marcou de novo, na segunda finalização. Egídio cruzou para Tinga desviar de cabeça. A bola passou perto. Sem a linha de três meias, os laterais da Raposa tinham mais liberdade, e tanto Mayke quanto Egídio apareciam bem. O time de Juiz de Fora precisou de 15 minutos para se reencontrar no jogo. O Cruzeiro diminuiu o ritmo, e o Galo Carijó voltou a atacar. Mas aí faltou qualidade. Após passe errado de Lucas Silva, Wesley saiu no mano a mano com Bruno Rodrigo, mas finalizou mal.

O ímpeto alvinegro também não durou, e o jogo ficou morno. O Cruzeiro parecia não se esforçar muito, e o Tupi tinha dificuldades para criar. No último lance, Bruno Rodrigo cabeceou uma bola no travessão. Mas foi mesmo a frieza de Dagoberto que fez a diferença em um primeiro tempo equilibrado, mas poucas chances de gol.

Mais um gol e invencibilidade

O segundo tempo começou, e o filme se repetiu. O Cruzeiro logo quebrou a animação inicial do Tupi, que buscava o empate. Aos nove minutos, Egídio fez grande jogada, driblou o goleiro e tocou para Borges apenas empurrar para as redes: 2 a 0.

Novamente o jogo caiu de ritmo, e boa parte do segundo tempo foi de poucas emoções. O Tupi pressionou no fim, principalmente depois da entrada do experiente atacante Ademílson. O Galo Carijó reclamou um pênalti em jogada pela direita, além de que uma bola defendida por Rafael teria ultrapassado a linha. No entanto, foi só. O Cruzeiro fez várias alterações, entre elas a saída do apagado Diego Souza. Invencibilidade celeste mantida.dagoberto_diegosouza_cruzeiro_ae.jpg_95

Fonte: Globoesporte.com

Foto: Douglas Magno