sábado , 19 agosto 2017
11 de abril de 2013

Definitivamente, estou abandonando a política itabirana

Gostaria de comentar sobre os cem dias de governo, mas está mais para “sem” dias.

Após várias décadas me imiscuindo na política itabirana, cheguei à triste conclusão de não mais conseguir avançar com meus pleitos e percebi que devo abandonar essa minha militância voluntária.

É muito desgosto para um simples coração, muita perda de tempo e uma incomensurável desilusão com tudo o que tenho percebido, passado e notado com aqueles que alcançam os seus postos na administração pública municipal. A minha irritabilidade superou todos os limites com tanta falácia e desfaçatez em todo esse tempo.

Entra governo, sai governo, e não modifica o panorama, não há uma transcendência para melhor e tudo o que presencio é meramente um aproveitamento particular, principalmente a partir de 1995 quando a receita do município de Itabira começou a aumentar com a chegada dos royalties minerários. O orçamento fiscal de 2013 monta em R$457 milhões.

Toda eleição é a mesma baboseira. É tanta promessa para agradar a gregos e troianos que chegamos ao cúmulo do absurdo de a administração anterior, em dois mandatos, não ter conseguido realizar nem 10% (dez por cento) do prometido, consubstanciando em verdadeiro esbulho eleitoral. Sem contar a maneira como os candidatos vêm até nós, todos humildes e dizendo que as portas estarão sempre abertas à toda população; mais uma promessa perdida.

Tem secretário que para atender-me quase implorarei, sem contar que tive de dizer a atendente dele que não estava lá na recepção dele a pedir uma “boquinha, uma vaguinha” qualquer na administração, e só assim ele recebeu-me e não parava de consultar o relógio de pulso. Outro, de tanta empáfia, além da minha pessoa, já comenta-se pelas esquinas da cidade que o mesmo se encastelou em sua sala com ar condicionado, água fresca, café quentinho, duas atendentes e telefone a vontade, não recebe nem a mãe dele. Pedi para marcar uma consulta com ele e nem chamando-o de doutor, coisa que não o é, consegui realizar o intento e olha que era para tratar de um assunto da comunidade, como sempre fiz.

Estou chegando a triste conclusão que meu nome nada vale para ser atendido e muito menos sendo filho do meu pai, que muitos procuram enaltecer seus feitos. Nesta de não ser atendido, respondido ou meramente correspondido, nem resposta de um primo tive ainda no período eleitoral, isto no pressuposto que o mesmo era um dos coordenadores da coligação vitoriosa.

Outro dia, após um aguaceiro, solicitei à administração a recolocação das pedras da Rua Princesa Isabel, bem como as do Paredão, O secretário de desenvolvimento urbano gentilmente respondeu-me e providenciou somente a reforma da parte de cima daquela rua, esquecendo-se do restante e ainda não se dispôs a fazer uma mera caminhada pelo Centro Histórico para verificar in loco a degradação que se encontra o nosso Patrimônio Histórico edificado.

Pois bem, chega, basta! Não aguento mais e desculpem-me os leitores/eleitores por meu desabafo e “chorumela”.

Agradeço, desde já, a todos a atenção dispensada,
Mauro Andrade Moura