segunda-feira , 23 outubro 2017
5 de abril de 2013

Delegado da Conmebol cita confusão no Independência e ‘inicia’ julgamento

 

Tribunal deve abrir inquérito sobre desordem entre Arsenal-ARG e policiais na próxima semana. Responsável pela segurança, Galo também corre risco

mont_confusao_62O delegado da Conmebol na partida entre Atlético-MG e Arsenal de Sarandí, da Argentina, realizada na noite de quarta-feira, fez um relato completo de toda a confusão envolvendo os jogadores e a Polícia Militar de Belo Horizonte no campo do estádio Independência. A súmula do árbitro e o relato do delegado não são divulgados pela entidade que comanda o futebol do continente, mas o GLOBOESPORTE.COM apurou que o parecer do documento é forte e expõe a gravidade da desordem. Com isso, o Tribunal Disciplinar da confederação sul-americana deve abrir inquérito na próxima semana para julgar o caso. As duas equipes só voltam a campo no dia 17, pela última rodada do Grupo 3 da Libertadores.

Responsável pela segurança como mandante da partida, até o Atlético-MG corre um remoto risco de punição, embora nenhum atleta ou dirigente do clube tenha se envolvido na confusão. Mas isso só se ficar comprovado que a polícia começou a desordem. Do contrário, apenas o Arsenal deverá ser penalizado. Oito atletas do time argentino ficaram detidos por cerca de cinco horas na delegacia do Independência. Eles foram acusados de crimes de lesão corporal, desacato a autoridade e danos materiais ao vestiário.

O presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, disse que o clube não se sente responsabilizado por nada e afirmou que o problema foi estritamente entre os jogadores do Arsenal e os policiais. Por sua vez, a PM de Belo Horizonte alegou que apenas se defendeu das agressões cometidas pelos atletas e funcionários da equipe argentina após a partida.

Caso é diferente da final da Sul-Americana

Apesar das semelhanças, o caso é diferente da confusão na final da Copa Sul-Americana do ano passado, entre São Paulo e Tigre, da Argentina. Na ocasião, os jogadores argentinos também se envolveram em troca de agressões com policiais e seguranças do Tricolor no intervalo do jogo, nos vestiários do Morumbi. Eles não voltaram para o segundo tempo, e a partida foi encerrada no intervalo, com 2 a 0 no placar a favor dos brasileiros. Como o Tribunal Disciplinar foi criado apenas este ano, o julgamento não seguiu o código disciplinar.

A versão do Tigre era de que os seguranças brasileiros agrediram a delegação nos corredores. Já o São Paulo afirmou que os argentinos tentaram invadir uma área à qual não tinham acesso, e foram contidos pelos funcionários, que pediram reforço policial.  O Tricolor foi punido com a perda de um mando de campo por falta de segurança e agressão a jogadores rivais. Já os argentinos foram penalizados por abandonar o jogo. Ambos os clubes foram multados em cem mil dólares (cerca de 200 mil reais).

FONTE: Globoesporte.com