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Em três meses, dengue já matou o dobro do que em todo ano passado em Minas

Pelo menos 37 pessoas morreram por dengue em Minas Gerais de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES). O número representa mais do que o dobro de mortes registradas em 2012, quando 12 pessoas morreram em decorrência da doença transmitida pelo Aedes aegypti. O anúncio feito nesta quinta-feira (4) pela SES informa ainda que 43.119 casos de dengue foram confirmados e oficialmente registrados pelo órgão estadual. Outros 165.845 casos foram notificados e estão sob investigação dos órgãos de saúde. Os números demonstram o crescimento acelerado da doença, que em 2012, contaminou 22.105 pessoas. Isso significa que apenas nos três primeiros meses de 2013 o Estado registra mais do que o dobro de registros de dengue feitos em 2012.

Duas mortes em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, que estavam sendo investigadas por serem suspeitas de terem ocorrido em função da doença foram confirmadas pela SES. A cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, é a que registra o maior número de mortes num total de 10.

As cidades de Uberlândia, Ituiutaba, Muriaé, Contagem e Belo Horizonte registraram pelo menos duas mortes por dengue. Montes Claros, no Norte de Minas, três mortes foram registradas. Já nos municípios de Carangola, Frei Gaspar, Buritizeiro, Ipanema, Itaúna, Pedro Leopoldo, Pirapetinga, Pirapora, São Geraldo do Baixio, São João da Ponte, Campos Altos e Sete Lagoas pelo menos uma pessoa morreu com dengue.

O governador Antonio Anastasia deve apresentar nesta quinta-feira, na Cidade Administrativa, um plano de combate à dengue no Estado e novas medidas para enfrentar a doença.

Uma das justificativas da Secretaria de Estado de Saúde para o agravamento da situação de dengue em Minas Gerais é a troca de gestão nas prefeituras de 83% dos municípios mineiros, o que teria causado a desmobilização de muitas equipes de controle e vigilância.

Com isso houve atraso na digitação e envio de informações sobre os números de casos de dengue. Há também a dificuldade no combate aos focos do mosquito transmissor nas residências – calcula-se que 80% deles estejam dentro dos domicílios. A reintrodução do sorotipo DEN-4 em 2011 é outro fator que influencia na gravidade da doença – este tipo de sorotipo não circulava em Minas há quase 30 anos, segundo a SES.

FONTE: Via Comercial

 

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