sábado , 19 agosto 2017
4 de abril de 2013

Em versão Seedorf, Rafael Marques vai além da missão do camisa 10

Atacante assume papel de líder, conversa com Oswaldo, reposiciona companheiros e faz gol em clássico, algo que o holandês ainda persegue

rafaelmarques_botafogo2_agif.jpg_95Quando Oswaldo de Oliveira confirmou o time do Botafogo para o clássico com o Vasco, fez questão de dizer que não iria alterar o seu sistema de jogo, com três meias e um atacante. Com isso, coube a Rafael Marques fazer o papel de Seedorf, que estava suspenso, nas palavras do próprio treinador. Carregado no colo pela torcida, ele voltou a marcar e abriu caminho para a vitória por 3 a 0, quarta-feira, no Estádio Raulino de Oliveira, que manteve os 100% de aproveitamento na Taça Rio em três jogos.

– Acho que o Rafael tem jogado muito bem. Ele fez o primeiro gol por oportunismo, de quem merece por ter trabalhado tanto. Movimentou-se, cumpriu bem a sua função ofensiva e defensiva e se destacou muito no trabalho de bola, passe, com uma visão de jogo muito boa – analisou Oswaldo.

Sempre que o jogo estava paralisado, ele se aproximava de Oswaldo, conversava com os companheiros, fazia gestos de como quem procurava explicar o melhor posicionamento.

Em campo, mesmo com as poças como mais um obstáculo, conseguiu construir boas jogadas, mas sempre com passes curtos. Foi aplaudido depois de um belo passe de peito, mas ainda assim sofreu algumas reclamações por perdas de bola em jogadas mais simples.

Voltou do intervalo e continuou participando efetivamente do jogo. Até mostrar oportunismo em uma cobrança de escanteio, depois do desvio de Bruno Mendes e do rebote de Alessandro. Ali, abriu caminho para a vitória que acabou se tornando fácil para o Botafogo.

Com mais espaço para jogar, começou a ser mais criativo. Trabalhou mais as tabelas, deu passes em profundidade e ainda participou do terceiro gol. Foi dele o cruzamento que acabou sobrando para Fellype Gabriel marcar e selar a vitória no clássico.

Na reta final do jogo, Rafael Marques saiu de campo, substituído por Vitinho, sob aplausos dos torcedores e com um fraterno abraço de Oswaldo. A sensação do dever cumprido foi além. Ele fez algo que nem Seedorf ainda conseguiu com a camisa do Botafogo: marcar um gol em clássico.

FONTE: Globoesporte.com

FOTO: Fábio Castro