sábado , 21 outubro 2017
9 de maio de 2013

Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade relembra a abolição da escravatura com show de itabiranos

O projeto “Itabiranos em Cena” celebra o mês de maio em alto estilo e abre as festividades que relembram os 125 anos da abolição da escravatura. Dessa vez, o Teatro da Fundação vira palco do show“Liberdade Cultural”, reunindo artistas da black music, do rap e do grafite, no próximo sábado, 11, a partir das 20h.

Black music
Surgida na década de 60, quando os cantores gospel norte-americanos saíram das igrejas, se deixaram influenciar pelo blues e pelo jazz e invadiram o mercado fonográfico, a black music rapidamente conquistou fãs mundo afora. As vozes potentes de seus principais cantores e as misturas improváveis com outros ritmos transformaram a “música negra” em febre mundial. 

De lá pra cá, o Brasil entrou na rota de grande produtor de talentos na black music e firmou o pé no mercado. E Itabira também tem seus representantes que se apresentam nessa edição do “Itabiranos em Cena”.

Uma delas é Mircelaine Garandi que começou a cantar aos 15 anos e trilhou a carreira se apresentando em festas e casas noturnas. Hoje, Mircelaine está focada em projetos musicais voltados para o rock e o blues.

Saulo Haddad descobriu seu talento, aos 10 anos, cantando na igreja e logo enveredou por outra ramificação de influência africana, o samba. Hoje, adota um estilo que vem ganhando espaço entre os brasileiros, o samba rock.

Bybu Tenório descobriu o talento para a música quando passou a integrar o Coral da FCCDA e não parou mais. O timbre peculiar e a afinação o trazem de volta aos palcos itabiranos.

Hip Hop e Rap
O hip hop é um movimento artístico nascido como uma contracultura jamaicana, que migrou para os EUA nos anos 60 e ganhou força no início da década de 70. A cultura hip hop se estabeleceu em quatro manifestações distintas: a musicalidade do rap, as mixagens dos dj’s, os movimentos de dança marcantes do break e a modernidade do grafite. 

Essa liberdade de criação estabelecida na cultura hip hop estará fortemente representada no palco do Teatro da Fundação Cultural, com o rap e o grafite.

O rap cresceu acompanhando a busca por novas sonoridades que fizessem par ao discurso indignado e rebelde dos jovens da época. Assim, as batidas rápidas e aceleradas e as letras com muita informação e pouca melodia não demoraram a ganhar adeptos e novas vertentes, mesclando distintas influências musicais.

É o caso do grupo Máfia NVS, criado em 2001, que sempre se destacou pela mistura do gingado da black music com as rimas do rap. 

E de Lukinha DDG que, inspirado na influência poética de Carlos Drummond de Andrade, compõe suas letras lançando mão de referências rítmicas do samba, do jazz, do soul e da MPB.

A busca por novas influências e o engajamento na produção cultural são as marcas do trabalho de Thiago SKP que também é idealizador dos projetos ”Noiz por Noiz” e “Sarau Essência” que vêm difundindo o rap na região. Esse ano, Thiago lançou seu primeiro projeto solo, “E eu só volto com a vitória”.

E para garantir o efeito visual da música no palco, a grafiteira Maria Raquel mostra, ao vivo, a criação e concepção de sua arte. A jovem itabirana é, hoje, referência ministrando workshops sobre técnicas de arte urbana e graffiti.

Os ingressos para o espetáculo “Liberdade Cultural” já podem ser comprados, a R$5,00, na bilheteria da Fundação Cultural a partir da tarde dessa quarta-feira.

O “Itabiranos em Cena” acontece no sábado, dia 11, a partir das 20h.