sábado , 19 agosto 2017
17 de abril de 2013

Minério – Vale pode fechar mina Congo Soco em Barão de Cocais ainda em 2013

A Vale já definiu a data para fechamento da mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais: a véspera do aniversário de 70 anos de emancipação político-administrativa da cidade, 30 de dezembro.

 A informação foi ouvida pelos 11 vereadores do município, em reunião com o gerente geral das Minas da Região Central da Vale, Rodrigo Chaves, na sexta-feira, em São Gonçalo do Rio Abaixo. O executivo é responsável pelas minas de Brucutu, Gongo Soco e Água Limpa.
“Não temos como operar lá na mina nem um dia a mais”, teria informado Rodrigo Chaves aos vereadores, confirmando a data do fechamento. A empresa garantiu que não haverá demissões, já que os operários estão sendo, gradativamente, transferidos para outras unidades. Mas o quadro, segundo o vereador João Rezende (PT), que também foi a São Gonçalo para a reunião na Vale, é muito pior “do que muitos imaginam”.
“O fechamento da mina é uma perda muito grande. A receita [do Município] vai cair em torno de R$ 1,4 milhão por mês”, afirmou João Rezende. “Essa receita caindo vai gerar muito conflito na cidade, porque os problemas ficam. O gerente foi muito específico dizendo que não há mais viabilidade técnica para explorar a Gongo Soco. E foi bem claro ao dizer que lá na mina tem uma trinca e isso coloca em risco a segurança dos funcionários”, completou o vereador.
Apesar da garantia de que não haverá demissões, João Rezende teme que a empresa esteja deixando “apenas os problemas em Barão”. “Os empregados vão ir e voltar todos os dias. Mas a situação agora é que vamos ter mais impactos do que receita de agora para frente, porque as obras como a duplicação da linha férrea [da Estrada de Ferro Vitória a Minas] e a barragem em Cocais continuarão”, ponderou o vereador.
Ele avalia que os problemas vão aumentar com a queda de receita. “Vamos ter muitos problemas com a saúde, educação, porque a receita vai cair muito. Exemplo é a barragem em Cocais [distrito do município], que vai gerar emprego mas nenhuma receita. O gerente não falou nada de contrapartida para a cidade. Só disse que a empresa vai manter algumas parcerias com a comunidade, que fica em R$ 100 mil por mês”.

Na opinião do petista, agora, Barão de Cocais vai “sentir”, de verdade, o dito popular de que minério só dá uma safra, e lamentar as oportunidades desperdiçadas em governos passados.
“Minério não é igual água, que é renovável. Na verdade, os governos passados não atinaram para o fechamento da mina. Poderiam ter feito várias parcerias com a Vale e não foi feito. As futuras gerações estão comprometidas. Amo Barão, quero morrer aqui, mas não vejo perspectiva favorável para a cidade de agora pra frente”, desabafou João Rezende.
Quadro grave – Quem também está preocupado com a situação é o presidente da Câmara, Sebastião Eustáquio dos Santos (PTB). “As notícias são muito ruins, vamos ter que pensar uma saída de agora para frente. Quando eles falaram que vão fechar [no] dia 30 de dezembro, eu mesmo falei que seria um presente de grego para a cidade, já que é no aniversário de Barão”, afirmou o vereador.
Sebastião Eustáquio disse que pretende solicitar esclarecimentos sobre a obra da barragem de resíduos em Cocais. “Eles não falaram de nenhuma contrapartida pela construção dessa barragem.
Teremos que rever isso para que a comunidade de Cocais não saia prejudicada”, disse o presidente.(as informações são do jornal Diário de Itabira)
Por Via Comercial