terça-feira , 26 setembro 2017
6 de agosto de 2017

Os 5 principais eventos do calendário econômico desta semana

Mercados financeiros do mundo todo se concentrarão em um grande lote de dados econômicos dos EUA na semana a seguir, com destaque para o relatório de inflação, na busca de mais indicações sobre o momento do próximo aumento da taxa de juros do Federal Reserve.

Investidores também ficarão de olho em alguns discursos de membros do Fed na busca de quaisquer indícios sobre quando e como o banco central planeja reduzir seu imenso balanço patrimonial.

Na Ásia, a China deve divulgar dados sobre a balança comercial mensal e sobre inflação em meio a sinais recentes que a dinâmica da segunda maior economia do mundo continua forte.

No Reino Unido, investidores aguardarão relatório sobre a produção industrial na busca de mais indicações sobre o efeito contínuo que a decisão do Brexit está tendo sobre a economia.

Enquanto isso, agentes do mercado aguardarão relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) para avaliar a oferta global e os níveis da demanda.

Antes da semana que está por vir, a Investing.com compilou uma lista com os cinco maiores eventos do calendário econômico com grandes chances de afetar os mercados.

1. Dados da inflação dos EUA

O Departamento de Comércio publicará os números da inflação em junho às 09h30 (horário de Brasília) na próxima sexta-feira. Analistas de mercado esperam que os preços ao consumidor tenham subido 0,2%, ao passo que o núcleo da inflação tem projeção de aumento de {ecl-56||0,2%}}.

Em base anual, o núcleo do IPC tem projeção de aumento de 1,7%. O núcleo dos preços é visto pelo Federal Reserve como uma melhor aferição da pressão inflacionária de longo prazo porque exclui as categorias voláteis de alimentação e energia. O banco central tenta normalmente chegar a 2% no núcleo da inflação ou menos.

A inflação em alta pode ter efeito catalisador para o Fed elevar as taxas de juros nos próximos meses.

Além do relatório de inflação, o calendário desta semana também traz relatórios sobre ofertas de empregos JOLTsprodutividade do setor não agrícola e custos unitários da mão de obrapreços ao produtor bem como pedidos semanais de seguro-desemprego.

No mercado de ações, varejistas em dificuldades, como Macy’s (NYSE:M), Nordstrom (NYSE:JWN), Kohl’s (NYSE:KSS) e JC Penney (NYSE:JCP), divulgarão resultados nesta semana em que a temporada de resultados começa a se acalmar. Empresas de comunicação, como Disney (NYSE:DIS) e News Corp (NASDAQ:NWSA), bem como algumas que passaram recentemente a ser negociadas em bolsa como a Snap (NYSE:SNAP) e a Blue Apron (NYSE:APRN) também deverão chamar a atenção.

Manchetes sobre Washington também estarão em foco, mesmo com o Congresso desacelerando para o recesso de agosto. A investigação sobre as ligações da campanha de Donald Trump, presidente norte-americano, com a Rússia permanecerão na agenda.

2. Discursos do Fed

Alguns dirigentes do Fed deverão fazer aparições públicas nesta semana que poderão oferecer novas indicações sobre movimentos futuros da política monetária.

Na segunda-feira, James Bullard, presidente do Fed de St. Louis, e Neel Kashkari, presidente do Fed de Mineápolis, farão aparições públicas.

Na quinta-feira, William Dudley, presidente do Fed de Nova York, falará sobre desigualdade de renda em sua região. Seus comentários serão analisados para avaliar se a perspectiva do Fed sobre inflação aponta para um problema transitório ou de longo prazo.

Por fim, Rob Kaplan, presidente do Fed de Dallas, e Kashkari, dirigente do Fed de Mineápolis, farão comentários.

Os mercados continuam a duvidar que o Fed eleve as taxas de junho em dezembro, de acordo com o Monitor da Taxa da Reserva Federal, por conta de preocupações com a perspectiva moderada de inflação, mas esperam amplamente que o início do processo de redução do balanço patrimonial ocorra em setembro.

3. Balança comercial da China

A China deverá divulgar os números da balança comercial de junho por volta da meia-noite da próxima terça-feira. O relatório deverá mostrar que o superávit comercial do país aumentou de US$ 42,77 bilhões em junho para US$ 46,06 bilhões no último mês.

As projeções para as exportações são de crescimento de 10,9% em julho em comparação ao ano anterior e na sequência de um salto de 11,3% no mês anterior, enquanto se espera que as importações tenham subido 16,6% após terem aumentado 17,2% em junho.

Além disso, na próxima quarta-feira, a nação asiática publicará dados sobre a inflação dos preços ao consumidor e ao produtor em julho. Os relatórios devem mostrar que os preços ao consumidor subiram 1,5% no último mês, ao passo que os preços ao produtor têm projeção de aumento de 5,5%.

A economia da China cresceu 6,9% no segundo trimestre, o que foi mais do que o esperado e compatível com o ritmo do primeiro trimestre, com sustentação de fortes exportações, produção industrial e consumo.

4. Produção industrial do Reino Unido

O Escritório de Estatísticas Nacionais do Reino Unido (ONS, na sigla em inglês), divulgará dados sobre a produção Industrial não extrativa e sem serviços públicos no país em junho na próxima quinta-feira às 05h30 (horário de Brasília), em meio a expectativas de uma leitura estável, na sequência de uma queda de 0,2% no mês anterior. As projeções para a produção industrial são de aumento de 0,1%, após ter caído 0,1% em maio.

O Banco da Inglaterra reduziu sua projeção de crescimento e de salários na semana passada e parece não ter pressa em aumentar os juros, já que alertou que o Brexit está pesando sobre a economia.

5. Relatórios mensais da OPEP e da IEA

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo divulgará sua avaliação mensal dos mercados de petróleo por volta das 08h00 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira. Isso inclui os números sobre as reservas mundiais de petróleo em julho.

Na sexta-feira, a Agência Internacional de Energia divulgará seu relatório mensal de oferta e demanda globais de petróleo.

Os dados fornecerão aos investidores uma melhor forma de avaliar se o reequilíbrio global está acontecendo no mercado de petróleo.

Investidores de petróleo também estarão atentos à reunião de ministros de petróleo de alguns países da OPEP e externos à organização, marcada para segunda e terça-feira em Abu Dhabi, para discutir a conformidade com o acordo sobre limites globais de produção que estará em curso até março de 2018.

Até o momento, esse acordo teve pouco impacto nos níveis dos estoques globais devido ao aumento da oferta de produtores que não participam do acordo, como a Líbia e a Nigéria, e ao aumento incessante na produção de shale oil nos EUA.

 

Investing.com