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PARA TRANSFORMAR É PRECISO CONHECER

Nossa cidade vive uma transformação cultural, social, econômica e tecnológica sem precedentes. É preciso entender e conhecer os novos valores que norteiam essa caminhada. Incubadora, parque tecnológico, transferência tecnológica, empreendedorismo social, inovação, etc, são expressões novas para uma população de trabalhadores da mineração, acostumados a bater recordes de produção de minério.

Uma incubadora é uma entidade que tem como objetivo oferecer suporte a empreendedores que tenham ideias inovadoras e queiram transformá-las em sucesso. Parque tecnológico é um complexo onde se acomodam empresas de base científico-tecnológica de caráter formal, para desenvolverem suas atividades de P&D. Ambas devem funcionar acopladas a uma universidade tecnológica que desenvolva pesquisas e promova transferências para as empresas e para a sociedade. Trata-se de ações promotoras da cultura, da inovação, da competitividade, do aumento da capacitação empresarial e geração de riquezas para a região. Os parques tecnológicos oferecem serviços de alto valor agregado às empresas, facilitam o fluxo de conhecimento e tecnologia, possibilitam a geração de empregos qualificados, a formação de clusters de inovação, ou seja, grupos de empresas afins que interagem em projetos inovadores e geram riquezas onde estão localizadas.

Nossa cidade, já possui uma universidade desse caráter, muito bem aparelhada, de rica história centenária, caminhando para ter dez mil alunos e um corpo de técnicos doutores da maior qualidade. Uma área ideal disponível (posto agropecuário na região de Candidópolis) onde se pretende instalar o parque científico-tecnológico. Uma incubadora de empresas de base tecnológica em atividade. Vontade política de transformação, demonstrada pela criação do grupo de lideres para o trabalho, formado pela Vale, Unifei, Câmara, Prefeitura e Acita.

Mais ainda, se não bastasse, já temos o interesse de grandes empresas para investirem no futuro parque e, acima de tudo, a força motriz comunitária de nossa população que acordou e sabe, que o ciclo virtuoso do minério e das commodities tem prazo e está em decadência.

Enfim, temos que pensar em desenvolvimento, emancipação econômica, dentro da nova ótica do futuro do mundo. O modelo monolítico do passado cede lugar a um novo olhar sobre os planos diretores das cidades, estimulando o protagonismo e favorecendo novas redes de governança.

Estamos na era da economia criativa e das cidades empreendedoras, das academias abertas, transparência nas ações do poder público, empreendimentos que gerem valor econômico e social e acima de tudo, na era do empoderamento da sociedade. Esta nova força centrípeta, está gerando  dentro das pessoas, de forma endógena, a necessidade de participar, criar e acreditar que, o futuro se constrói com ousadia, conhecimento e comprometimento.

Por tudo e porque vivo aqui, acredito muito e me sinto parte desta construção, lembrando sempre que: Para transformar é preciso conhecer.

Marcio Labruna

Por Itafatos

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