sexta-feira , 24 novembro 2017
11 de Maio de 2013

Prefeitura cede e greve pode acabar na segunda, diz presidente do Sintsepmi

Em sua pagina de relacionamento a presidente do Sintsepmi (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itabira) Priscila Miranda, anunciou que pode estar chegando ao fim a greve dos servidores.

Em reunião gerencial com seus secretários, Damon decidiu aceitar parte da reivindicação do sindicato dos servidores e vai retirar da base de cálculo do cartão alimentação a hora extra e a insalubridade Sem comentários.

Reflexo da greve – Apesar da decisão da Prefeitura de contratar empresa, lixo ainda estava acumulado em áreas da cidade.

Uma semana após a Câmara Municipal elaborar um ofício solicitando que a Prefeitura alterasse a base de cálculo para a concessão do cartão alimentação, o prefeito Damon Lázaro de Sena (PV), depois de conduzir uma reunião gerencial na tarde de ontem, decidiu acatar a proposta que aumenta o número de servidores com acesso ao benefício.

Agora, a decisão será apresentada ao Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) para deliberação em assembleia.

Durante a reunião de comissões da Câmara, semana passada, os vereadores, em um encontro com um grupo de servidores, decidiram solicitar as mudanças na base de cálculo do cartão alimentação. Na verdade, eles estavam apoiando uma exigência do sindicato

.

O objetivo é que a Prefeitura tire da conta os valores pagos com hora extra, adicional de insalubridade e quinquênio. Com a aprovação dessa proposta a greve dos servidores pode chegar ao fim, desde que uma nova rodada de negociação seja mantida para agosto.

O comunicado oficial de que a Prefeitura aceitou os termos foi feito pelo vereador Paulo Soares de Souza (PSB), líder do governo na Câmara. No final da tarde de ontem, o socialista distribuiu à imprensa uma nota na qual revelava o resultado da reunião gerencial realizada por Damon e seu secretariado.

De acordo com a nota, o prefeito irá publicar na próxima semana um decreto em que fixará as novas bases para a concessão do cartão alimentação. Ficará determinado que o benefício será concedido aos trabalhadores que receberão até dois salários mínimos do Município, o que corresponderá a R$ 1.500, após assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT-2013) entre sindicato e governo.

Para que se tenha esse valor é necessário que a Câmara aprove o projeto de lei 15/2013 que concede reajuste salarial ao funcionalismo de 10% e eleva o salário mínimo para R$ 750. A matéria será votada em primeiro turno na terça-feira.

A nota destaca ainda que “no decreto que será assinado pelo prefeito Damon, o governo retirará da base de cálculo do benefício horas extras e insalubridade, permitindo assim que mais trabalhadores tenham direito ao repasse”. Apesar da aceitação, a nova proposta do governo não atende na totalidade o desejo dos servidores, isso porque o quinquênio continua mantido na base de cálculo do benefício.

‘Nova’ proposta mostra discurso afinado com Câmara, diz Paulo Soares

Para o líder do governo na Câmara Municipal, Paulo Soares de Souza (PSB), a “nova” proposta demonstra que a Prefeitura quer manter um “discurso afinado” com os vereadores e pretende promover a “valorização dos servidores”.

O socialista defendeu que, para apresentar termos melhores à categoria, é necessário que o Município faça uma reestruturação na administração da cidade, o que demanda tempo.

“O governo muda a base de cálculo do cartão alimentação e atinge um número maior de servidores, o que é a sua intenção. Essa [decisão] mostra que a Prefeitura quer trabalhar junto com a Câmara. O prefeito quer melhorar a situação do servidor e tem consciência de que precisa fazer isso, mas precisa de tempo para reestruturar alguns dos setores”, afirmou Paulo Soares.

Para o líder do governo, é necessário implantar no Município uma “gestão de responsabilidade” que promova melhorias em diversos setores da Prefeitura. Na avaliação dele, é preciso, além de observar a situação do funcionalismo, investir em programas habitacionais, construir escolas e ampliar o sistema de saúde. “Temos que fazer uma gestão que seja boa para o servidor, para a dona de casa, o estudante e para a toda população. É trabalhar para que tenhamos uma gestão de responsabilidade”, explicou Paulo Soares.

Ainda em sua publicação Priscila Miranda replicou matéria vinculada no jornal Diário de Itabira deste sábado 11 de maio com a seguinte manchete: “Greve pode terminar na segunda ou terça, diz presidente do sindicato”

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais (Sintsepmi), Priscila Miranda Xavier Costa, disse que a greve da categoria pode acabar segunda ou terça-feira porque o prefeito cedeu à reivindicação de ampliar o número de funcionários que terão direito ao cartão-alimentação.

Após aceitar a proposta de reajuste salarial de 10% oferecido pela Prefeitura, os servidores condicionaram à mudança na base de cálculo do cartão alimentação. Segundo Priscila Miranda, o diretor-presidente da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb), Carlos Carmelo Torres Moreira “Cac”, disse que o prefeito aceitaria a reivindicação.

Ele teria feito a afirmação em uma reunião, anteontem, na sede da Itaurb. “A participação do sindicato na reunião foi bem dificultada. Ele [Cac] não queria deixar nenhum representante do sindicato participar, mas os trabalhadores protestaram e ele acabou aceitando nossa participação. E foi quando ele fez a afirmação de que o prefeito aceitou nossa reivindicação sobre o cartão-alimentação”, explicou a sindicalista.

Ontem, o prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) se reuniu com seus secretários e ficou decidido que hora extra e insalubridade serão retiradas da base de cálculo da concessão do cartão alimentação.

Mas até o fechamento desta edição, Priscila Miranda ainda não tinha sido comunicada desta decisão. “Como não tivemos qualquer documento oficial de que essa reivindicação foi realmente atendida, nós vamos entrar em contato com a Prefeitura na próxima segunda e esperamos que o prefeito nos receba. Se ele confirmar, acredito que a assembleia deve aprovar a revisão do valor. Então, teremos o fim da greve já no princípio da próxima semana”, afirmou a sindicalista.

Priscila Miranda disse que o movimento teve um aumento de participação nos últimos dias. “Mais pessoas da Itaurb e do Saae aderiram ao movimento e também nós tivemos a adesão do pessoal da [Secretaria de] Saúde, que ainda não tinha enviado a documentação necessária ao Conselho Regional de Enfermagem para aderir à greve. Isso foi feito e eles estão conosco desde o início da semana”, destacou a presidente.

Saae, Itaurb e Secretaria de Saúde são os mais afetados pela greve

Em contato com a Itaurb, o Diário foi informado que o setor mais afetado pela greve foi o da coleta de lixo urbano. Para amenizar o impacto da greve na vida da população, a Prefeitura contratou uma empresa para fazer a coleta de lixo. Além disso, houve “remanejamento voluntário” de alguns servidores que atuam na capina química e no setor de triagem de lixo para a coleta.

No Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), o setor mais afetado é o da manutenção externa. Boa parte dos servidores da manutenção de redes estaria participando do movimento grevista. No entanto, os setores de tratamento e análise, além dos setores administrativo e de controle estariam funcionando normalmente.

No setor da saúde, a adesão das enfermeiras, principalmente das funcionárias alocadas nas unidades do Programa Saúde da Família (PSF) também foi grande. Por isso, um número considerável de atendimentos acabou sendo desviado para o pronto-socorro.

Na Prefeitura, a adesão foi pequena e nenhum dos setores sofreu um impacto muito grande em seus serviços diários

 

Fonte : Diario de Itabira

Foto: Atila Lemos