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Qual o comportamento da juventude na sociedades itabirana?

Douglas FreireAlguns perfis de jovens vem caracterizando uma nova segmentação da faixa etária nos dias atuais.  Há quem diga que não adianta buscar subterfúgios para descrever esse aspecto, e que, o máximo que o jovem pode oferecer a sociedade é sexo, drogas, festa e “dor de cabeça”. Uma afirmação forte, mas que, dentre as estatísticas de nossa realidade não deixa de ser válida.

 

É fato que a grade curricular (base de como se educa nos dias de hoje) é ancestral – com ênfase no ensino médio da rede pública. Não há de modo organizado e eficaz, uma linha metodológica que envolva o jovem em temas e abordagens que realmente o prepare para a vida profissional e pessoal. Essa de copiar matéria no quadro, para o aluno repassar pro caderno, sendo conteúdos que na verdade são “inoperantes” para o mercado de trabalho e que nada contribuem na questão fundamental de suporte psicológico essencial a idade, refletem os resultados do “sistema” tão criticados pela sociedade.

 

Há mais dois tipos de jovens que se constata: os que buscam refúgio na religião (e adotam comportamento nas questões sociais de difícil leitura – defendendo apenas suas doutrinas) e os que se “abstêm da vida social”, por justamente terem adquirido bloqueios psicológicos e assim se isolam em sua própria redoma – depois as pessoas se perguntam o porquê de tantos suicídios (muitas vezes sem explicação) ocorrendo a nossa volta… O jovem itabirano simples, esforçado, da escola pública, que busca oportunidades e quer vencer na vida de forma honesta, precisa ACORDAR, REAGIR E SE ATENTAR AO SEU AMBIENTE! Pois, existe um quarto perfil de jovens que vem ditando as regras e absorvendo as oportunidades másters da nova conjectura de nossa cidade, como singelo exemplo abaixo.

 

Os estudantes da UNIFEI, em sua maioria advindos de outras cidades e Estados e que são de classe social favorecida, estão por competência ocupando os espaços no município; criando oportunidades, fortalecendo os seus grupos dentro da universidade, e preenchendo importantes postos de trabalho na cidade como na Vale e em outras empresas de grande porte. Eles fazem festas, se divertem, zoam, são jovens, mas estão ligados e na prática utilizando a inteligência: articulando e interagindo atingem um patamar de destaque no espaço em que a juventude itabirana precisa ao menos querer fazer parte, afinal, ainda estamos em Itabira, não é?

Douglas Freire

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