sábado , 21 outubro 2017
1 de abril de 2013

Réver sonha com Seleção e revela que começou no futebol no ataque

rever_entrevista_mauriciopauliucci-2_jpg_95Nos últimos 15 jogos que disputou, Réver marcou nove vezes, média maior que um gol a cada duas partidas, número respeitável até para atacantes. O aproveitamento pode ser uma herança da infância, quando o jogador nem sonhava em ser um defensor. Segundo Réver, a falta de habilidade com os pés teria feito ele recuar posições dentro do campo.

– Na infância eu não queria saber dessa coisa de defender não. Eu queria ser meio-campista, até mesmo de atacante joguei, mesmo pela estatura diferenciada. Os meninos todos baixinhos e eu grandão. Mas com o passar do tempo eu acabei sendo afastado por causa da habilidade, digamos assim. Aí acabei virando zagueiro.

Apesar de estar vivendo um momento de artilheiro, Réver tem em mente que sua prioridade é manter a segurança no sistema defensivo. No entanto, o jogador espera continuar tendo um bom aproveitamento nos lances em que se arrisca no ataque.

– Eu não posso me empolgar muito e achar que estes gols vão sair o tempo todo. Meu papel principal é ajudar a equipe na marcação, tenho que manter o foco no setor defensivo para não sofrer gols. Mas se pintar uma oportunidade, como vem aparecendo, eu espero poder ajudar no ataque também.

Contra uma escrita

Há pelo menos 20 anos um zagueiro não é artilheiro do Campeonato Mineiro. No momento, Réver está disputando com Fábio Júnior, do Coelho, o título. O defensor considera a fase na carreira, com muitos gols, marcante, mas, com modéstia, acredita que não deve brigar pela artilharia, já que tem muitos jogadores especialistas na função na disputa.

– É um grande marco na minha carreira, mas sei que isso não vai ser possível, porque tem jogadores que são artilheiros natos. Sei que é muito difícil brigar pela artilharia de um campeonato, ainda mais por ser zagueiro. Até acredito que não vá ser dessa vez.

Desde que chegou ao Atlético-MG, em 2010, Réver foi convocado em seis oportunidades para a seleção brasileira, todas sob o comando de Mano Menezes. Com a entrada de Felipão, o zagueiro ainda não foi lembrado, mas as boas atuações sinalizam uma possível entrada do capitão atleticano na lista de selecionados do técnico.

Às vésperas da convocação de Luiz Felipe Scolari, para o amistoso contra a Bolívia, em Santa Cruz de La Sierra, no dia 6 de abril, às 16h (de Brasília), Réver está ansioso para saber se estará na lista, mas mostra tranquilidade caso a expectativa não se concretize.

– Vamos acompanhar e ver o que vai acontecer, se a convocação vou ficar muito feliz e se não vier vou trabalhar mais para que ela possa vir. Eu vou procurar meu espaço, como venho buscando.

     rever_1Apoio da família

Quando marcou três gols na partida contra o América-MG, Réver dedicou os gols para a filha Alícia. O jogador explica que a família é um alicerce para o atleta que o acompanha nos bons e nos maus momentos. Em fase de artilheiro, o capitão do Galo revela que planeja até outros filhos para poder dedicar mais gols.

Por  GLOBOESPORTE.COM – Belo Horizonte

(Fotos: Maurício Paulucci e Bruno Cantini / Site do Atlético-MG)