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O DIA DE FINADOS

 221020130317_24GABIROBA MARCOSO dia de Finados, assim como tantas outras datas,  é tão importante para nossas vidas. O 2 de novembro, também, tem sua relevância, pois foi criado em homenagem às pessoas falecidas.

A morte é o cessar definitivo da vida, seja ela humana, vegetal, ou animal, que pode acontecer por diferentes motivos, como doenças, acidentes ou violências.

Segundo pesquisas do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e estatística, o maior número de morte no Brasil é relacionado à mortalidade infantil. Porém, essa taxa teve consideráveis reduções no período entre 1991 e 2000, passando de 45,3 para 28,3, de cada mil crianças nascidas vivas.

Mas o Brasil,  ainda tem muito o que melhorar, se comparado a outros países. Na Europa a taxa de cinco mortes para cada mil crianças nascidas vivas, e nos Estados Unidos chega-se a sete. O dia dos mortos é um dia de respeito, dedicado para que as famílias celebrem a vida eterna dos seus entes falecidos, tendo a esperança de que tenham sido recebidos pelo reino de Deus. As missas em memória às pessoas falecidas tiveram sua origem no século IV, mas foi no século seguinte que a igreja passou a consagrar u  dia para essa celebração.

Antes,  porém, desde o século II alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. Depois, no século V, a igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais,  ninguém lembrava. Também, o abade de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XII os Papas Silvestre II (1009) , João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigaram  as comunidades de então, a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque o 1º de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição, conforme estabelece o Livro de Tobias Cap. 12, versículo 12: Livro de Jó Cap. 1, versículos 18-20; Livro dos Macabeus, Cap. 12, Vs. 43-46 e o Evangelho de Mateus Cap. 12, VS. 32 e se apóiam em uma prática de quase dois mil anos.

A escolha da data se deu em virtude do dia de todos os santos, 1º de novembro, pois os religiosos acreditavam que todas as pessoas, ao morrerem, entram em estado de graça, mesmo não sendo canonizados.

A cultura de dedicar um dia para homenagear os mortos varia muito de localização ou religião, mas segue os princípios do catolicismo, pois, como assinalado acima  a partir do século XI e XII, por determinação dos papas citados, passaram a exigir tal celebração, como Ofício Obrigatório.

Algumas curiosidades são apresentadas no dia de finados, tais como, os crisântemos que representam o sol a chuva, a vida e a morte e por serem flores mais resistentes são muito usadas nos velórios. As velas significam a luz do falecido, as coisas boas que eles deixaram para seus parentes vivos, e, normalmente, muitas vezes, o dia de finados o tempo apresenta-se nublado o chuvoso.

As crenças populares dizem que isso acontece porque as lágrimas das pessoas são derramadas dos céus. Crendices populares dizem que não se deve levar terra de cemitério para dentro de casa, pois pode levar azar. Outros afirmam que comer a última bolacha de um pacote pode causar a morte da pessoa que comê-la. fatos estes que realmente não acredito.

No dia de finados, as pessoas enfeitam os túmulos com flores, acendem velas e muitas mandam celebrar missas pelos parentes que perderam. Atualmente, a Igreja Católica costuma a celebrar missas nos cemitérios, de hora em hora, ou em horários determinados para lembrar que “somos pó e ao pó retornaremos”, segundo prediz passagem do Evangelho.

Para reflexão de hoje, perguntamos: “Morrer ou ir ao encontro da grande luz?”

Poucos são os que verdadeiramente não temem a morte. Afinal, é através dela que se dará o Grande Encontro com o Criador, que nos confiou os mais diversos talentos e espera frutos proporcionais. Ademais, ninguém voltou para contar como será a vida no outro lado. Até certo ponto ela é uma incógnita para todos, santos e pecadores. Contudo, as pessoas alimentadas por uma perspectiva de fé superam seus medos e interrogações na medida em que, com o decorrer dos anos, visualizam melhor o que representa a Ressurreição de Cristo. Através dela (a morte) Ele rompeu com as trevas e a morte nos abriu caminhos para uma vida em plenitude e, portanto, luminosa. O ressuscitado é o verdadeiro Moisés que nos leva com segurança à Terra Prometida.

Quantos de nós hoje levamos flores e orações ao pé do túmulo? Choramos de saudade, claro, lógico, pois a saudade não tem preço, tem sim, muita dor ou arrependimento, pois em vida nunca tivemos a ousadia de oferecer uma flor ou oração a Deus por nossos entes queridos. Lágrimas, sim lágrimas descerão, com certeza por nosso rosto, pois, quando convivíamos essa pequena dádiva fugiu de nossos pensamentos por orgulho ou sei lá o quê!

Pensemos nisso, pois, na vida tudo tem um princípio e um fim, não é mesmo?, e, esquecer-se da morte e dos mortos é prestar um péssimo serviço à vida e aos vivos.

Que essas lembranças possam dar-nos coragem m nossa jornada para o amanhã, pois, o Senhor que ouviu o clamor de Elias e a vida voltou ao menino e ele voltou a viver (1Rs 17.22) é a nossa certeza de que, quem crê verdadeiramente sabe que “Jesus é a Ressurreição e a vida. Quem Nele crer, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). Pense nisso.

                                                                                Ótima semana para todos.

Marcos Evangelista Alves – O Gabiroba

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