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Quase campeão, Gilvan fala sobre planos para 2014, patrocínios, Mineirão e Alex

Presidente do Cruzeiro está perto de conquistar o primeiro título de sua gestão no clube

Samuel Venâncio – TV Alterosa

Publicação:01/11/2013 atualizado 01/11/2013 15:29

  

Gilvan ressaltou a importância do programa de sócio e falou que novas modalidades serão criadas (Jorge Gontijo/EM/D.APress)  
Gilvan ressaltou a importância do programa de sócio e falou que novas modalidades serão criadas

Prestes a conquistar seu primeiro título à frente do Cruzeiro, o presidente Gilvan de Pinho Tavares recebeu a TV Alterosa com exclusividade, em um bate-papo de quase uma hora. À vontade, o mandatário cruzeirense falou sobre a importância do sócio do futebol, o acordo com a Minas Arena, a permanência de Marcelo Oliveira, as reclamações quanto ao fornecedor de material esportivo, um novo patrocínio máster que pode surgir e se tentaria a contratação do ídolo Alex para 2014. Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Se a punição de perda de mando for mantida depois do julgamento no Pleno do STJD, a pena será mesmo cumprida em Varginha?

Vamos agora estudar com a CBF para que não possa haver nenhum engano. Se resolvermos jogar no Rio, podemos usar o Maracanã? Ou pensar em jogar lá em Fortaleza, lá em Recife, ou jogar lá em Uberlândia que é um estádio também que comporta 52 mil pessoas? Poderia perfeitamente ser lá. Eu fico sem coragem de dar uma definição por Varginha, porque pode ser um jogo de tamanha importância que o estádio não vai comportar o número de torcedores que vai comparecer lá. É preciso a gente pensar nisso para que a CBF tome a decisão.

O Cruzeiro alcançou a marca de 40 mil sócios. Qual a importância desse quadro de associados para o clube? Onde o dinheiro é aplicado?

Estamos conseguindo pagar os salários, pagar direitos econômicos dos jogadores de um plantel tão numeroso e de nível tão elevado como o do Cruzeiro com a arrecadação dos sócios, a mensalidade que eles pagam mais o complemento que dão nas bilheterias. Já fizeram pesquisas e todos sabem disso que o Cruzeiro é o clube que mais arrecadou com bilheteria esse ano. O clube que mais colocou torcedor em campo. O clube que mais vendeu sócio este ano. Nós já fomos chamados, inclusive, para sermos homenageados na Ambev como o clube que mais conseguiu sócio-torcedor no Brasil inteiro. A torcida do Cruzeiro não é só a que mais cresceu neste projeto do sócio, como também a que mais usa o sócio-torcedor e a que mais compra os produtos das empresas que estão trabalhando com o ‘Movimento Por um Futebol Melhor’. Isso nos proporciona hoje, esse dinheiro do sócio do futebol mais a bilheteria, uma arrecadação durante o ano superior à cota que o Cruzeiro recebe da televisão. Então está aí a importância do torcedor ser sócio. É isso que permite montar bons times, manter a equipe para o ano que vem e, se necessário, reforçarmos ainda mais.

O que falta para sair o acordo com a Minas Arena pelas cadeiras corporativas do Mineirão?

Gilvan não descarta mudança de fornecedor (Jorge Gontijo/EM/D.APress)  
Gilvan não descarta mudança de fornecedor

Tivemos uma conversa recentemente com a Minas Arena e já ficará acertado o problema daquelas cadeiras onde até parece que o estádio está vazio. Ali vai virar uma nova categoria de sócio. Está tudo encaminhado para isso e é dentro de muito pouco tempo que vamos criar essa categoria, e serão aproximadamente mais 5 mil sócios. Para a Libertadores do ano que vem, isso já é certo.

O que a diretoria tem a dizer para o torcedor sobre os problemas de distribuição de camisas da Olympikus?

Infelizmente, tem acontecido isso. Houve um desajuste com a nossa fornecedora de material, porque eles acompanharam essas grandes empresas e resolveram produzir os seus produtos no exterior e desativaram as fábricas no Brasil. Como houve o aumento do dólar e dos custos eles estão querendo voltar a fabricar aqui, mas sem a mesma intensidade e, por isso, não estão conseguindo entregar as camisas. E está havendo também para nós muita reclamação. É incrível! O torcedor nesta fase do Cruzeiro querendo comprar o material e não encontra. Realmente é coisa de deixar a gente triste, mas estamos conversando com eles e estão empenhando em solucionar este problema para a gente.

Se a Olympikus não resolver o problema, pode haver troca de fornecedor para 2014?

Evidentemente. Não pode ficar assim. Se eles não puderem atender a gente, nós temos que ter outro fabricante de camisa.

E outro patrocinador? Também pode aparecer em 2014?

O banco BMG já conversou conosco e já conversou até com outro patrocinador e nos pediu autorização para isso. E se nós acertarmos com este outro patrocinador, eles estão dispostos a nos ajudar nisso, a sair e deixar um outro. Nós já tivemos conversas anteriores com a Caixa, mas não acertamos os valores e porque achamos que hoje estamos em condições de pedir mais do que na época que queriam vir. O Cruzeiro vale muito mais do que valia há seis meses. E assim será com o fabricante de camisa. Nós temos que acertar com um outro fabricante se a Olympikus não der conta de entregar este material, porque isso gera também um prejuízo para o Cruzeiro.

As despesas dos jogos no Mineirão têm sido pagas pelo Cruzeiro?

Não estão sendo pagas porque nós ganhamos esse direito quando a Minas Arena concedeu isso a um outro clube. Mas, já combinei com eles: se nós fizermos esse acerto com as cadeiras, vamos voltar a dividir as despesas. Então eu tenho a impressão que isso vai ser aceito por eles.

O contrato de Marcelo Oliveira será renovado?

Eu penso que isso nem deve ser matéria de conversa, porque o Marcelo foi uma briga pessoal minha para vir treinar o Cruzeiro, e ele sabe disso. Houve uma revolta muito grande. Fui xingado por parte da torcida e até da crônica. Eu fui atrás dele e disse: Marcelo, eu presidente do Cruzeiro, vou te sustentar, doa em quem doer. Eu acho que você é o treinador que eu preciso. E se você tiver coragem de ficar e aguentar alguma pressão que possa vir, eu vou estar ao seu lado e você será o técnico do Cruzeiro. E ele me disse em dezembro que aguentaria sim e seria o treinador do Cruzeiro. Foi bancado, ficou, deu certo e não se mexe em time que está ganhando. E eu tenho certeza que ele também está feliz no Cruzeiro. Ele está encantado com o clube, com as condições de trabalho e isso não será nem matéria de discussão.

Como está aquela dívida cobrada pelo Inter, sobre a compra do Dagoberto?

Já foi resolvida, de presidente para presidente, e nós pedimos que os nossos advogados se encontrassem e firmassem um documento solucionando toda a questão. Já está tudo resolvido.

Como foi o reencontro com o Alex, em Curitiba, no jogo contra o Coritiba?

Foram duas vezes que nós nos encontramos no jogo. Foi antes da partida quando íamos para o camarote e ele estava aquecendo. Ele me viu, me cumprimentou e tenho amizade com ele de muito tempo. Eu era o Superintendente Jurídico quando ele jogou no Cruzeiro. 

Gilvan tem bom relacionamento com Alex (Jorge Gontijo/EM/D.APress)  
Gilvan tem bom relacionamento com Alex

Contrato com ele quem discutiu, quem assinou, quem rescindiu na época fui eu. Fui em homenagens que ele recebeu aqui. Ele saiu daqui com boas recordações do dirigente Gilvan naquela época. Quando ele estava com possibilidade de voltar para o Brasil, conversei com ele por telefone, coloquei o nosso diretor Alexandre Mattos para conversar com ele também e o que atrapalhou na época foram os problemas familiares. Tanto os irmãos dele queriam que ele fosse para o Coritiba, porque são torcedores do clube, quanto a esposa, que é filha de um ex-presidente do Coritiba. Então eles fizeram muita força de puxá-lo para lá. E ele tinha essa questão sentimental com o clube, já que foi formado lá. Por último, ele telefonou dizendo que a escolha seria por voltar ao Coritiba. Mas a amizade permanece. E, de vez em quando, ele me telefona, eu telefono para ele. E até naquele dia do jogo, ele me confidenciou uma coisa. ‘Presidente, pode comemorar o título que vocês vão ser campeões. O senhor merece’. Aí eu disse: então deixa eu ganhar aqui que fico mais perto ainda do título (risos). E depois do jogo, de novo, ele me procurou e falou para não se preocupar que o Cruzeiro ficaria com a taça.

E se o Alex não quisesse mais ficar no Coritiba?

Será recebido de braços abertos. Será muito bem-vindo no Cruzeiro, porque ainda está jogando muito futebol. Ainda mais para um craque do nível do Alex, em todos os sentidos. Um dos maiores craques que eu vi jogar. E acho, inclusive, um dos maiores injustiçados, assim como o nosso Dirceu Lopes, porque merecia ser campeão do mundo pelo futebol que jogava. Poucos meias eu já vi jogar com aquela lucidez do Alex. Joga com muita inteligência e ainda é útil para qualquer time. Mas, ele tem contrato com o Coritiba até o ano que vem e eu não teria coragem de falar nada agora por questão ética com o presidente do Coritiba, e com ele também, que é um sujeito muito ético. Eu respeito o clube e as pessoas. O presidente do Coritiba é um desses bons dirigentes estão surgindo no futebol brasileiro e eu o considero muito.

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